sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
sábado, 19 de novembro de 2016
EM HONRA DE TORGA
MIGUEL TORGA
Nasceu a 12 Agosto 1907
(S. Martinho de Anta-Sabrosa, Portugal)
Morreu em 17 Janeiro 1995
(Coimbra)
(S. Martinho de Anta-Sabrosa, Portugal)
Morreu em 17 Janeiro 1995
(Coimbra)
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios.
«Sísifo
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...»
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...»
Miguel Torga
LER NAS COISAS SIMPLES... A BELEZA DO UNIVERSO
LER NAS COISAS SIMPLES...
A BELEZA DO UNIVERSO
E
TODOS OS DIAS ESCREVER
à vida,
aos sorrisos belos de cada pedra...
Depois ler na pedra
traços
cósmicos
de outras vidas...
...
inscritas na pedra!
E abraçar a pedra,
beijar todos os seus registos,
AMÁ-la assim...
pedra e simples,
porque...
em pedra
nos tornaremos todos
ou pó,
ou água,
terra,
ou fogo,
mas pedra.
E no nosso primeiro gelo
quási eterno...
de novo
haveremos de ser calor
e 'pulsar quântico' de novas coisas,
e de novo pedra...
simples...
pedra!
sábado, 5 de novembro de 2016
VOLÚPIA
Somos filhos da volúpia do Cosmos,
Mimesis do micro e do macro
Gerados na Terra,
irmãos das pedras e dos rios,
Dos mares e das sombras
do Caos e da ordem…
caminhamos para a Eternidade
porque dela viemos
e nela estamos, estivemos e estaremos
e sendo tempo e espaço
clamamos por Deus,
tentando descortinar
o mágico número da alquimia do Amor que nos fez nascer
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